Aviso
O TARADO
Entrei no táxi e senti um cheiro forte.
- O cheiro que o senhor está sentindo é de jaca.- me explicou o taxista sem que eu perguntasse. -- O porta-malas está cheio. Eu adoro jaca.
- Gosta mais de jaca do que mulher? – brinquei.
- Sou casado e tenho uma amante. Feriado que dá pra emendar, eu passo na mata de
Santa Teresa e colho de cinco a dez jacas. Pego a minha lourinha, dou desculpas pra minha mulher, digo a ela que tenho um freguês que vai descansar em Juiz de Fora e vou com a namorada pra uma casinha de praia de um amigo meu em Araruama. Passo dois dias lá só comendo.
- O que você come mais? – perguntei – Jaca ou a amante?
- Mais jaca, mais jaca...- respondeu ele apressadamente.
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Cartuns para cinéfilos (28)
Escola de Balé das Comunidades Dançando Para Não Dançar
segunda-feira, 19 de outubro de 2009
O Xerox
Eu tomava um cafezinho no bar. Dois garçons do lado de lá do balcão conversavam sem cerimônia, e ouvi o diálogo:
— O cara é igualzinho a mim – dizia o baixinho. – O rosto, cabelo, tamanho, tudo, tudo... Se fosse meu irmão gêmeo, não seria tão parecido comigo.
— Sei. E daí? – perguntou o mais alto.
— Acontece que esse meu xerox é gay. E tem um mulato fortão que é gari e que é louco por ele. Me confundiu com o gay, e foi chegando aqui no bar, me arrastou pro canto, foi me beijando, passando a mão na minha bunda... Eu dizia que não era o outro, mas ele era todo braços e mãos na minha bunda.
— E você não fez nada?
— Não pude. O sujeito me ama.
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