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ENQUANTO ISSO, NOS PARAÍSOS FISCAIS

sexta-feira, 21 de janeiro de 2011

APOSENTADORIAS DOS GOVERNANTES OU AS VÁRIAS BOCAS DOS POLÍTICOS

MEMÓRIAS DE UM LOBO MAU

Minha tia Augusta, de 84 anos, solteirona, morreu semana passada. Antes de morrer me deu uma caderneta com anotações que fora esquecida em sua casa por um amante recente. Confesso que o fato de saber que ela transara um mês antes de morrer me chocou. Sobre o namorado minha tia Augusta apenas disse que ele se dizia um arqueólogo sexual e que era o famoso Comedor de Vovozinhas. Até então eu achava que essa figura (o tarado por mulheres provectas) era apenas uma lenda urbana, mas os escritos provam que realmente o papa-velhinhas existe. Publico aqui alguns trechos que selecionei.

1) Dona Risomar disse que tinha completado oitenta e duas primaveras. Se eu fizesse o teste de carbono 14 confirmaria sua verdadeira idade: 90 anos redondos.
– Me aperte forte – Dona Risomar pedia. E eu:
– A senhora sabe que é perigoso.
E ela:
– Dane-se a osteoporose!
2) Dona Violeta, 86 anos, na hora do “vamos ver”, balbuciava vocativos anacrônicos. De olhos fechados rangia a dentadura ao dizer coisas do tipo: “Tô no sétimo céu!”/ “Vai, vai, vai, meu Alain Delon!/“Você é papo firme! Uma brasa, mora!”/ Me foda “à media luz!”, “La barca vai partir!” E dizia que eu era batuta! Um turuna! Pra usar uma gíria do tempo dela: a velhota era bidu!
3) Doía ouvir as vovozinhas dizerem que me amariam pelo resto de suas vidas. Em alguns casos isso significava dois meses.
4) – O que você viu em mim? – Dona Manuela perguntou – Eu sei que você não está comigo por causa das minhas belas cataratas – Dona Manuela tinha humor.
5) Pedi à Dona Isolda que fizesse um strip tease. Ela tirou tudo, inclusive o par de dentaduras.
6) Foi uma briga feia. Dona Geralda atirou em mim tudo que lhe veio às mãos: panelas, jarras, pratos, a muleta canadense e o aparelho de surdez.
7) Eu entrei na lista dos que comeram Dona Vânia, uma ex-vedete do Cassino da Urca. Fui incluído na sua lista onde constavam celebridades como: Sergio Porto, Jorginho Guinle, Nelson Gonçalves, Garrincha, Jece Valadão e, pasmem! – Walt Disney.
8) Dei uma tremenda mancada e quase não rolou a transa com a Dona Catarina. Coloquei na vitrola um disco da cantora Marlene. Ela era fã da Emilinha.
9) A neta, Bia, estralando de gostosa – um tesão para quem gosta de uma Luana Piovani com 18 aninhos – deu em cima de mim, mas me mantive fiel à Dona Hortênsia. Quem tem a vovó não precisa de Chapeuzinho Vermelho.

Hoje, quando alguém diz que uma vetusta parenta morreu com um sorriso nos lábios eu vou logo pensando que se trata de mais uma vovozinha que foi comida pelo Lobo Mau.

A HISTÓRIA MAL CONTADA - NAPOELÃO (1)

A HISTÓRIA MAL CONTADA - NAPOLEÃO (2)

A HISTÓRIA MAL CONTADA - NAPOLEÃO (3)

A CHINA DOMINOU O MUNDO, MAS AINDA TEM PLANOS

quinta-feira, 20 de janeiro de 2011

PROSTITUIÇÃO INFANTIL

UM NEGÓCIO MALFEITO

Já ouvira falar que as pessoas vendiam a alma para o diabo. Acreditava e não acreditava. Passou a acreditar quando um diabo apareceu em seu quarto querendo comprar a sua alma. O diabo ofereceu muito dinheiro e alguns poderes. Não foi pelo dinheiro, mas os alguns poderes o seduziram. Teria o poder de ficar invisível e o poder de voar.
Aceitou vender a alma para o diabo que lhe garantiu que ela (a alma) não arderia no inferno. — Isso é invenção da Igreja — explicou o diabo acrescentando que, comparando com a vida dele cá na terra, o inferno era um ótimo lugar.
Acertaram os detalhes: a quantia de dinheiro, o poder de ficar invisível (ele fez um teste frente ao espelho) e o poder de voar (ele voou pelo quarto, foi até a sala e voltou). Tudo funcionava. Outra coisa: ele não cheirava a enxofre (outra invenção da Igreja). O dinheiro estava num saco e ele nem quis conferir. Assinou o documento: quando morresse, sua alma seria do demônio. Selaram tudo com um aperto de mão. O diabo se despediu e sumiu como por encanto.
Já era tarde da noite. Cansado, o homem que vendeu sua alma ao diabo foi dormir.
Quando acordou teve uma surpresa. O diabo com o qual negociara estava no quarto acompanhado de outro diabo, hierarquicamente superior; este pedindo desculpas, disse que o negócio teria que ser desfeito.
— Houve um engano, o diabo que fez o trato com você não tinha autorização. Não que você não valha o preço pago, não é isso, mas há pessoas que estão na lista de espera, há prioridades, entende?
Sem se convencer, o homem entregou o contrato ao diabo, superior hierárquico do outro, que o queimou entre os dedos, reduzindo-o a cinzas.
E pedindo mil desculpas, dizendo que ele estaria na lista para o futuro e que um dia o procurariam, os dois diabos sumiram, levando o saco de dinheiro e os poderes.
Na pressa, e o homem só descobriu muito tempo depois, os dois diabos não lhe tiraram todo o poder de invisibilidade. Ele conseguia, quando queria, tornar a sua orelha direita invisível. Coisa que só lhe servia para divertir a garotada da rua.

A HISTÓRIA MAL CONTADA - O ASSASSINATO DE ABRAHAM LINCOLN

A HISTÓRIA MAL CONTADA - GUILHERME TELL

A HISTÓRIA MAL CONTADA - SIR LANCELOT

MORDOMIAS E IRREGULARIDADES NO TCU

quarta-feira, 19 de janeiro de 2011

A ARCA DO DEPOIS DO DILÚVIO

OLIVER TWIST

NA ENCRUZILHADA

Três caminhantes estancaram frente à encruzilhada. Sabiam que um dos caminhos era perigoso: se seguissem por ele encontrariam salteadores, doenças e todo tipo de má sorte. O outro caminho os levaria à cidade dos prazeres e dos gozos. Qual caminho tomar? O da direita ou o da esquerda?
O mais sábio deles sugeriu que apenas um deles seguisse uma das trilhas para se certificar de qual era o rumo certo a seguir. Tiraram a sorte no "cara ou coroa", e o sorteado tomou o caminho da direita.
Passaram-se vários dias, e, como o amigo não voltou, o mais sábio deles concluiu:
— O caminho da direita é o caminho perigoso. Vamos continuar nossa caminhada pela estrada da esquerda.
O outro companheiro ponderou:
— E se nosso amigo não voltou porque encontrou a cidade dos gozos e dos prazeres, caiu na luxúria e esqueceu-se da gente?
— Se ele a tivesse encontrado, com certeza dormiria com uma mulher bem gostosa, e, como todo homem, teria voltado para nos contar.

A HISTÓRIA MAL CONTADA - GENERAL CUSTER

A HISTÓRIA MAL CONTADA - CAÇA ÀS BRUXAS

A HISTÓRIA MAL CONTADA - CIPIÃO

FUNASA

terça-feira, 18 de janeiro de 2011

CARTUM

O XEROX

Eu tomava um cafezinho no bar. Dois garçons do lado de lá do balcão conversavam sem cerimônia, e ouvi o diálogo:
— O cara é igualzinho a mim – dizia o baixinho. – O rosto, cabelo, tamanho, tudo, tudo... Se fosse meu irmão gêmeo, não seria tão parecido comigo.
— Sei. E daí? – perguntou o mais alto.
— Acontece que esse meu xérox é gay. E tem um mulato fortão que é gari e que é louco por ele. Me confundiu com o gay, e foi chegando aqui no bar, me arrastou pro canto, foi me beijando, passando a mão na minha bunda... Eu dizia que não era o outro, mas ele era todo braços e mãos na minha bunda.
— E você não fez nada?
— Não pude. O sujeito me ama.

A HISTÓRIA MAL CONTADA - CARAMURU

O CIRCO

segunda-feira, 17 de janeiro de 2011

AS AUTORIDADES NÃO SE APERTAM

SOLUÇÃO

— Investigador, o crime é insolúvel?
— O criminoso matou a esposa dando-lhe um veneno dissolvido n'água e depois se matou entrando numa banheira cheia de ácido onde se dissolveu parcialmente. Portanto é um crime solúvel — respondeu com duplo sentido o investigador. — Insolúvel é o ser humano — completou ele, novamente com duplo sentido.

O SUICIDA

CARTUM

SEMPRE ELES

sexta-feira, 14 de janeiro de 2011

MEC REPROVA 39% DAS UNIVERSIDADES

O APELIDO

Aconteceu ontem, em total sigilo, o I Encontro dos Homens Que Têm o Apelido de Camarão e Detestam Isso.
Num salão de festas se reuniram mais de 300 homens de vários estados do Brasil: branquelos (que é mais do que branco), róseos e albinos. Todos tinham o apelido de Camarão e sofriam por causa disso. O presidente da classe não precisou relembrar as humilhações advindas do apelido ao qual todos reagiam furiosos. Pediu que todos acatassem a decisão, que era: Nunca revidar com a resposta “Camarão é a mãe!”. Era o que , achavam eles, os inimigos esperavam.
Segundo estudos encomendados pela classe, o que levou o apelido a pegar foi a resposta invariável. Xingou: “Camarão”, vai ouvir: “É a mãe!” . Era automática a reação que causava a delícia de quem ofendia.
Todos concordaram. Iam ter força de vontade, não revidariam, iam deixar o grito cair no vazio. Com o tempo, acreditavam, o apelido deixaria de existir.
Aclamada a decisão o encontro foi encerrado e um coquetel foi servido. Os celulares de todos estavam desligados para que o encontro não vazasse. Todos bebiam e comiam descontraídos quando o telefone do salão tocou. A ordem era não haver contato com o mundo exterior, mas um garçom, desavisado, atendeu. Todos os presentes ficaram em suspense. O garçom se virou para o salão, estendeu o telefone e disse:
– Querem falar com o Camarão.
Todos em uníssono gritaram:
– Camarão é a mãe!
E o encontro terminou ali mesmo, com este final frustrante e lamentável.

O CARA DE BUNDA

É SEMPRE ASSIM

O TEMA É ENCHENTE

quinta-feira, 13 de janeiro de 2011

O TEMA É ENCHENTE

A HISTÓRIA MAL CONTADA - GLADIADORES

A HISTÓRIA MAL CONTADA - JONAS

A HISTÓRIA MAL CONTADA - AS TÁBUAS DA LEI

A SEITA

Eu estava no sexto chope. Isso queria dizer que Ângela estava atrasada quatro chopes. Foi exatamente no meio do sexto chope que o anão de recados entrou no bar e, embora nunca nos víssemos antes, me reconheceu e recadeou o recado:
— A Ângela mandou avisar que não virá ao encontro.
— Onde está ela? Por que não veio? - perguntei um tanto irritado.
— Posso sentar? — perguntou o anão, dando um pulinho para se sentar na cadeira ao meu lado. E num tom despachado de quem não tem muito tempo, me explicou:
— A Ângela não pôde vir porque aconteceu um imprevisto. Não sei se você sabe...Bem, sei que não sabe. A Ângela é uma garota especial. Ela faz parte da nossa seita. Ela é nossa sacerdotisa.
— Sacerdotisa? Seita? — eu não estava entendendo.
— A seita do Cachecol Sagrado — continuou o anão sem se perturbar. — Nós adoramos o Cachecol Sagrado. Fomos informados de que uma onda fria está vindo do sul do país. Fomos convocados com urgência. Segundo o boletim meteorológico, a onda fria pode chegar a qualquer momento e temos que estar preparados para os rituais no templo do Cachecol Sagrado. Tão logo passe a onda fria, a Ângela te procura. Agora tenho que ir. Você sabe, a onda...
O anão de recados desceu da cadeira e saiu apressado do bar. Começou a soprar um ventinho frio. Pedi um conhaque.

CARTUM

CARTUM

TRÉGUA?

quarta-feira, 12 de janeiro de 2011

CHOVENDO

A FOTO

A FOTO

O garçom abriu a cerveja e o homem que ia ser assassinado encheu o copo. O homem que ia matá-lo, que estava ao lado, tirou do bolso uma foto três por quatro. Primeiro olhou para o retrato e depois olhou para o homem, conferindo. Colocou a fotografia sobre o balcão e perguntou:
– É você?
O homem olhou a foto e deu um quase sorriso.
– Você piorou muito – disse o assassino – Está mais feinho.
– A vida moi as pessoas – o homem comentou. – Essa foto é de 25 anos atrás; eu era jovem, bonitão, ia me casar.
– Com dona Isaura.
O homem fez que sim com a cabeça e continuou a revelar seu passado com uma careta de dor e alívio, como se estivesse lancetando um furúnculo
– Isaurinha estava grávida quando me foi tomada pelo traficante Josiel. Nem lutei por ela – o amor da minha vida –, fui covarde, deixei pra lá. – O homem fez esforço para um dar de ombros, como se o peso da vergonha que carregasse dificultasse o gesto. Bebeu um gole de cerveja e olhou para o desconhecido.
– O filho do Josiel é meu. Acho que aquele bandido nunca soube que eu sou o pai.
– O Josiel ficou sabendo ontem.
– BANG!
O assassino deu só um tiro (no rosto feinho), pegou a foto três por quatro e saiu do bar.

A HISTÓRIA MAL CONTADA - A GUERRA DE TRÓIA

A GUERRA DE TROIA

A HISTÓRIA MAL CONTADA - A GUERRA DE TRÓIA

OBAMA ENTRE A CRUZ E A ESPADA

terça-feira, 11 de janeiro de 2011

POR ENQUANTO ESTÁ DANDO PRAIA

FELLINIANO

O casal estava à mesa tomando o café da manhã.
— Sonhei com a vaca – ele disse de repente.
— Joga no bicho – ela sugeriu, colocando leite na xícara.
Ele tentava se recordar do sonho.
— Eu acho que comi a vaca, não sei...
— Claro que comeu. Você não é vegetariano. Pelo contrário, adora uma churrascaria. Que há de mal nisso ?
Ele ia dizer que conhecia a vaca, mas se calou. Sorriu. O sonho o fez relembrar sua infância na roça. A vaca perto do barranco, ele, menino, de calças arriadas, enfiando seu sexo naquele quente desconhecido. Viu-se menor do que era, viu a vaca maior do que era. Sentiu-se felliniano. E gostou disso. E saiu feliz para o trabalho.
A esposa foi arrumar a cama. Sentiu algo frio, molhado e pegajoso quando pegou o pijama dele. Havia uma mancha molhada na calça. Ela sacou: ele tinha tido uma polução noturna. Pensou que ele poderia ter sonhado com alguma mulher, talvez um das novas estagiárias do trabalho dele. Atirou com ciúme o pijama no cesto pra lavar:
— Vai ver, sonhou com alguma vaca !